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A ESTRUTURA DE CONTEÚDO ENQUANTO ESTRATÉGIA

A ESTRUTURA DE CONTEÚDO ENQUANTO ESTRATÉGIA

Essa é a base da tese que estou produzindo para conclusão do doutorado em Comunicação e Linguagens na Universidade Tuiuti do Paraná.

A inquietação que motivou a investigação associada a este trabalho surgiu com a percepção da adoção do “marketing de conteúdo” (Joe Pulizzi) por diversas instituições, em um processo de “hibridização” (Rogério Covaleski) da publicidade. Ao considerar tal adoção e as premissas do marketing de conteúdo – (i) produção de conteúdo recorrente e (ii) autonomia sobre a veiculação –, é desenvolvido e apresentado na tese o conceito de Estrutura de Conteúdo enquanto alternativa teórica “estratégica” (Michel Certeau) na produção de significados em um contexto “hipermoderno” (Gilles Lipovetsky). A Estrutura de Conteúdo engloba as premissas (i) e (ii) mencionadas acima e potencializa a produção de significados ao incorporar em seu discurso um padrão cultural geral, vinculado a uma (iii) “estrutura de sentimento” (Raymond Williams). A perspectiva cooperaria para a implantação e manutenção de “leituras preferenciais” (Stuart Hall) que, quando aplicadas em um contexto de crises de identidades baseadas na ausência do senso comunitário, produziriam significados, uma espécie de “sentido” (Peter Berger), habilitando a constituição de “comunidades imaginadas” (Benedit Anderson). Investigam-se, ainda, possíveis desvios entre o discurso proferido naquelas “comunidades imaginadas” e a materialidade vivida por seus participantes. Entende-se que o conceito aqui apresentado pode ser aplicado em qualquer instituição que adote a Estrutura de Conteúdo; entretanto, as análises conduzidas nesta pesquisa utilizam como corpus a Igreja Batista Atitude, por meio de análise de discurso da instituição, associada a pesquisas qualitativas e quantitativas.

Marlon Camargo